quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Tendências Filosoficas que Interpretam a Educação

A educação toma como referência algumas correntes filosóficas, que norteiam o fazer pedagógico, a partir de questionamentos, tais como: qual a finalidade da educação? Que tipo de indivíduos queremos formar? O que pretende a sociedade? Que papéis devem assumir os educadores e os educandos? Todos os questionamentos requerem uma reflexão filosófica.
Há três tendências filosóficas para explicar a educação: a redentora, a reprodutora e a transformadora.

1- Tendência Redutora:
Propõe uma ação pedagógica otimista, do ponto de vista político, acreditando que a educação tem poderes quase que absolutos sobre a sociedade.
Essa vê a sociedade, um conjunto de seres humanos que vivem e convivem num todo, orgânico e harmonioso, e o que importa é manter e conservar a sociedade no todo social. A educação assim contribui para o ordenamento e equilíbrio do indivíduo à sociedade. Nesse contexto a educação assume a autonomia, pois em vez de receber as interferências da sociedade é ela que interfere de forma quase absoluta no destino de todo social, curando-o de suas mazelas. Para o autor, a educação é o caminho mais eficaz de redimir o desequilibrio da sociedade.
O autor ainda acredita na educação como redentora da sociedade e o caminho é a educação das crianças e jovens, já que não crê na possibilidade de reequilibrar a sociedade à partir dos adultos. Ou seja, a educação redentora corrige os desvios que a sociedade comente, tornando-a melhor e mais próxima do modelo de perfeição social harmônica idealizada.

2- Tendência Reprodutora:
Essa é crítica em relação à compreensão da educação na sociedade, porém pessimista, não vendo qualquer saída para ela, a não ser submeter-se aos seus condicionantes. Acredita que a educação faz integralmente parte da sociedade e a reproduz. A educação reprodutora vê a sociedade como elemento da própria sociedade, determinada por seus condicionantes econômicos, sociais e politicos. 
Pretende apenas demostrar como altera a educação dentro da sociedade e não como ela deve agir; ou seja, não estabelece um modo de atuar para a educação, pelo contrário critica e não acredita na perfeição. Assim não propõe uma prática pedagógica, apenas analisa a já existente, projetando essa para o futuro.
Para melhor reprodução educacional é necessário estar atento, verificando o que necessita para ser suprido ou substituído, até porque o que aqui importa é qualidade e não quantidade. Tanto que Althrusser critica e dá seu parecer pessimista a respeito da escola, da educação; não é a escola que institui a sociedade, mas a sociedade que institui a escola a seu serviço, sendo assim, não adianta lutar por melhorias, contra o poder dominante do sistema educacional, pois sempre reproduzirão a ideologia dominante mais forte.

3- Tendência Transformadora:
Recusa-se tanto ao otimismo ilusório, quanto ao pessimismo imobilizador, propõe-se compreender a educação dentro de seus condicionantes e agir estrategicamente para sua transformação. 
Propõe desvendar e utilizar-se das próprias contradições da sociedade, para trabalhar realisticamente, criticamnte pela sua transformação.
Essa tendência, serve de meio, ao lado de outros meios para transofrmar, já que não coloca a educação dentro da sociedade, pois Dermeval Saviani coloca: é preciso dar uma arma "nas mãos dos educadores para que possam lutar pelo exercício de um poder real, ainda que limitado.
A terceira tendência, interpreta a educação como uma instância diáletica que serve a um projeto, a um modelo, a um edeal de sociedade, ela medeia esse projeto seja ele qual for, trabalhar para realizar na prática esse projeto.
Dessa forma a educação não será mecanicamente reprodutivista e sim reprodutora, desde que podera ser criticizadora.


Noeli Rosa Rodrigues
Universidade Federal de Goiás
História (Licenciatura)



Bibliografia:

LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1990 - Coleção Magistério - 2º Grau, Série Formação do Professor.



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